Hiperaldosteronismo primário não diagnosticado: impactos na progressão para insuficiência renal terminal
Palavras-chave:
hiperaldosteronismo primário, hipertensão secundária, insuficiência renal terminal, diagnóstico tardio, espironolactonaResumo
Introdução: O hiperaldosteronismo primário (HAP) é uma causa frequente, porém subdiagnosticada, de hipertensão secundária. Sua
identificação precoce é crucial para evitar desfechos graves como insuficiência renal terminal. Relato de caso: Mulher de 28 anos com
hipertensão refratária desde os 22 anos evoluiu para Doença Renal Crônica (DRC) terminal sem investigação prévia para causas secundárias.
Após internação com disfunção renal grave e sinais clínicos sugestivos, o diagnóstico de HAP foi confirmado por dosagem da relação aldosterona/renina. Iniciou-se tratamento com espironolactona, com melhora do controle pressórico, mas sem reversão da DRC. Discussão: O caso ressalta a importância da investigação precoce do HAP em pacientes jovens com hipertensão resistente, visto que o tratamento adequado pode prevenir complicações irreversíveis, como a insuficiência renal terminal. Conclusão: O diagnóstico tardio do HAP pode resultar em morbidade grave e irreversível. Estratégias para rastreamento precoce devem ser reforçadas, especialmente em populações de risco.