Complicações e resultados de pacientes submetidos à apendicectomia nos meses de janeiro a abril de 2025, em um hospital secundário
Palavras-chave:
Apendicite aguda, Apendicectomia, Complicações pós-operatórias, Cirurgia abdominal, Epidemiologia hospitalarResumo
O estudo avaliou complicações, tempo de internação e desfechos de pacientes submetidos à apendicectomia em um hospital secundário de São Paulo entre janeiro e abril de 2025. Realizou-se revisão retrospectiva de 40 prontuários e pesquisa bibliográfica na Biblioteca Virtual em Saúde para comparação com a literatura recente. A maioria dos pacientes era do sexo masculino (65%), com média de idade de 32 anos. O diagnóstico foi confirmado por tomografia computadorizada em todos os casos, e todos receberam antibioticoterapia mínima de 24 horas. As abordagens cirúrgicas incluíram laparotomia (47,5%), técnica de McBurney (37,5%) e videolaparoscopia (15%). Quanto à fase inflamatória, 45% apresentavam apendicite avançada (fases 3 e 4). O dreno foi utilizado em 27,5% dos casos, principalmente o tubulolaminar. O tempo médio de internação foi de 4,1 dias, variando conforme a gravidade da apendicite. Complicações ocorreram em 12,5% dos pacientes, predominando a deiscência de ferida operatória, além de um caso de apendicite de coto e um óbito
associado a comorbidades. Conclui-se que a duração da internação se correlaciona com a fase inflamatória, enquanto o uso de dreno não apresentou relação significativa. Os achados reforçam a maior prevalência de apendicite aguda em homens jovens, conforme descrito na literatura.